8 de outubro de 2017

Último dia de Nu Festival, e não poderia ter sido melhor! Com o tema da Interatividade, cada vez mais presente nos espaços urbanos através da dupla tecnologia e arte, nossas atividades foram de dar orgulho em qualquer um. E o sol resolveu colaborar com a gente, as atrações da Dettona – que começaram já às 12h – foram incríveis e a cerveja estava gelada, claro.

No workshop de video mapping, Washie Pichinin ensinou os participantes a fazerem suas próprias projeções mapeadas. O resultado foi exibido pra todo mundo no final do dia, durante a festa de encerramento, e ficou o máximo! O Washie, além de dar cursos de video mapping, também pesquisa novas formas de interfaceamento homem-máquina, desenvolvendo novas técnicas de integração de captadores de imagem, video mapping, sensores de movimento e aparatos analógicos para aplicação em peças interativas e games.

Workshop de video mapping com Washie Pichinin. Foto: Henrique Madeira

Dando início aos talks do dia, Lina Lopes falou sobre temas como Media Facade, Video Mapping, Interatividade, Mobilidade, novas propostas de trabalho e de interação urbana. A designer apresentou trabalhos como “Framing Body”, uma instalação interativa ativada pelo corpo do usuário enquanto dança; “Lilo Móvel”, uma estação de trabalho feita por fabricação digital que se acopla à bicicleta; o mobiliário urbano interativo “Balanços InterAfetivos” e a intervenção com tinta condutiva “Linhas Cruzadas”. A Lina dirige o atelier Lilo.Zone voltado ao uso criativo de tecnologia e experiências lúdicas com tecnologia acessível.

Primeira palestra do dia com Lina Lopes. Foto: Henrique Madeira

Na sequência, Alexis Anastasiou apresentou sua produtora de conteúdos visuais e projeções, pioneira na criação de espetáculos projetivos e uso do video mapping, Visualfarm. Alexis defende a tecnologia de projeção mapeada como solução para a criação de uma nova era da arquitetura e urbanismo, utilizando instalações de alto brilho e de longa permanência para alterar a fachada de edifícios e criar atrações para áreas abandonadas das cidades durante a noite. No talk, ele contou um pouco sobre a técnica e sua experiência nos últimos 14 anos, fazendo intervenções com arte e tecnologia em diversos países.

Segunda palestra do dia com VJ Alexis, do Visualfarm. Foto: Henrique Madeira

O terceiro talk do dia ficou por conta de Eduardo Biz, que comanda o Artikin, uma plataforma de curadoria e criação de conteúdo especializado em arte, que acredita que arte é um privilégio aos que se abrem a esta experiência: ela é para quem quiser vivenciá-la no seu tempo. O projeto conta com aplicativo, que traz uma contagem regressiva e coloca no topo da lista as exposições que estão prestes a sair de cartaz; canal com aulas sobre conceitos da história da arte; passeios às exposições e um zine sempre buscando a maior interatividade entre pessoas e arte. Em seu talk, Edu Biz propôs uma ótima reflexão sobre como nos relacionamos com arte atualmente.

Terceira palestra do dia com Eduardo Biz, do Artikin. Foto: Reprodução

O último talk do dia foi daqueles de dar até frio na barriga na hora de apresentar os convidados de peso que fecharam nosso festival com chave de ouro. Zanella, que começou nos anos 80 explorando os visuais em baixa definição dos computadores 8bits da época, combinados com VHS players e tem projetos autorais como os Pixels Nervosos: intervenções efêmeras de graffiti digital e projeção mapeada em lugares esquecidos. Roberta Carvalho, cujo trabalho se pauta bastante na relação com o outro e frequentemente trazem como matéria suas imagens ou sons, une intervenção urbana, fotografia, video mapping e instalações. Ela é idealizadora e curadora do projeto Festival Amazônia Mapping, que visa discutir e levar arte e tecnologia para o espaço urbano de cidades da Amazônia. Lucas Bambozzi, que é professor, artista multimídia e pesquisador em novos meios, produz vídeos, instalações, performances audiovisuais e projetos interativos, e explora de maneira crítica de novos formatos de mídia independente. E para mediar esse talk, tivemos Giselle Beiguelman: artista, curadora e professora associada da FAU-USP, ela é pioneira no campo da arte digital e no uso da internet e de redes móveis para intervenções artísticas. Seu trabalho inclui intervenções em espaços públicos, projetos em rede e aplicações para dispositivos móveis, exibidos internacionalmente nos principais museus de arte e mídia, centros de pesquisa e espaços de arte contemporânea.

Última palestra do dia com (da esquerda para a direita) mediação de Giselle Beiguelman e participação de Zanella, Roberta Carvalho e Lucas Bambozzi. Foto: Henrique Madeira

 

Dá para assistir a todas as palestras aqui:

Nu Festival – Interatividade – Domingo (08/10)

Publicado por Nubank em Domingo, 8 de outubro de 2017

 

 

Além das palestras e do workshop, tivemos também o bike tour por todas as intervenções do Nu Festival com Renato Goes, jornalista, guia de turismo e co-fundador do projeto Urban Bike SP, que desde 2013 oferece tours de bicicleta pela cidade de São Paulo. Durante esses anos, se especializou em Street Art, com um dos tours mais requisitados pelo público estrangeiro que vem visitar a cidade. E teve até direito a conversa com o artista Renan Santos, que estava em sua empena bem na hora que o grupo passou por lá.

Bike tour com Renato Goes. Foto: Henrique Madeira

Dando início a nossa festa de encerramento, rolou uma sessão de video mapping na calçada do Nubank. Os participantes do workshop exibiram o resultado do dia, Zanella projetou seus famosos Pixels Vigilantes e VJ Suave encerrou as projeções com suas animações cheias de vida e amor.

Projeção mapeada com VJ Suave. Foto: Henrique Madeira

Regada a muita cerveja gelada, comidas deliciosas do food truck e do food bike, rolou a DJ Session da Dettona com uma seleção incrível de DJs e apresentações, com direito a show do Kafé!

Foi incrível. Encerramos nosso festival com muito orgulho e já saudosos. Obrigado a todo mundo que participou e até a próxima!

Show do Kafe no encerramento do Nu Festival. Foto: Henrique Madeira

E as empenas?

Todas foram finalizadas! E o resultado ficou tão maravilhoso que merece outro post só para isso.