30 de setembro de 2017

Nem só de intervenções é feito o Nu Festival. E nesse primeiro dia de programação, o workshop e as talks abordaram o tema do Design a serviço da cidade, que devolve uma arte utilitária e planejada para a cidade ao escutar suas necessidades.

Dando início às atividades, o workshop de pintura de letra popular do Filipe Grimaldi foi um sucesso. Cada um dos quase 30 participantes levou para casa uma letra produzida durante a aula e todos produziram juntos o painel que diz “Contrate um letrista”, que ficará exposto durante todo o festival no auditório do Nubank. O Filipe atua como professor de caligrafia e lettering, letrista, artista-plástico e designer há mais de 10 anos. Além disso ele ainda está à frente da SINLOGO, espaço cultural de exposições, cursos, feiras e residências artísticas.

Workshop de pintura de letra popular, por Filipe Grimaldi. Foto: Henrique Madeira

Abrindo nossa sequência de talks sobre Design, tivemos a palestra que reuniu 3 dos artistas do Nu Festival: o carioca João Lelo, conhecido por seus murais, mas que ultimamente tem se aventurado nas esculturas e está preparando uma especialmente para o festival; o gaúcho Renan Santos, que é formado em Arquitetura mas resolveu se dedicar às gravuras e se inspira nas histórias ilustradas do século XIX; e Fernando Chamarelli, do interior de São Paulo, que faz pinturas como mosaicos inspirados na espiritualidade, na mitologia e na geometria. Além deles, o talk ainda contou com Ronah Carraro, já muito conhecido no Nubank por ter suas pinturas marcantes espalhadas pelo prédio, e com a mediação de Bia Bittencourt, idealizadora e curadora da Plana: festival, residência, centro cultural e editora.

Para quem perdeu, a Clap Me está fazendo nossa incrível transmissão ao vivo e está tudo salvo no facebook do Nubank. É possível assistir à conversa aqui.

Primeira palestra do dia com (da esquerda para a direita) João Lelo, Ronah Carraro, Fernando Chamarelli e Renan Santos. Foto: Henrique Madeira

No segundo talk do dia, o social artist – e entusiasta dos centros urbanos – Guima fez uma fala inspiradora sobre a combinação de arte e amor. Seu trabalho tem como base o amor e a rua e é pensado a partir da observação das cidades, da transformação social e da sinapse de emoções. Ainda dá para assistir aqui.

Segunda palestra do dia com Guima. Foto: Henrique Madeira

O terceiro talk do dia foi comandado por Barão di Sarno, que é designer, músico, artesão, agitador cultural e um dos diretores do Instituto A Cidade Precisa de Você. Formado por pessoas que pensam e transformam lugares, o Instituto é um coletivo que forma uma rede interdisciplinar comprometida em construir cidades mais justas, inovadoras, democráticas, seguras, saudáveis e vibrantes. Tudo isso, através da ativação e melhoria de espaços públicos. É possível assistir ao talk aqui.

Terceira palestra do dia com Barão di Sarno falando sobre o Instituto A Cidade Precisa de Você. Foto: Henrique Madeira

E para finalizar os talks de hoje com mais artistas do Nu Festival, parte do Coletivo MUDA – composto por Bruna Vieira, João Tolentino, Diego Uribbe, Duke Capellão e Rodrigo Kalache – em uma conversa muito legal sobre a transição do mundo dos designers e arquitetos para o da arte pública em azulejos. Com suas composições site specific abstratas e gráficas, as intervenções espaciais do coletivo alteram a natureza das cidades. Eles buscam interferir no cotidiano local ao transformar espaços públicos esquecidos ou desvalorizados em ambientes relevantes e coloridos. Assista ao talk aqui.

Última palestra do dia com os artistas do coletivo MUDA. Foto: Henrique Madeira

Assim como nem só de murais e instalações é feito o Nu Festival, nem só de palestras e workshop é feito o nosso primeiro dia de programação. Durante o dia todo, a Budweiser forneceu cerveja para a galera que participou das nossas atividades e o food bike Caminhoneta marcou presença alimentando todo mundo com seus hambúrgueres e batatas fritas incríveis. E, claro, para encerrar o dia, tivemos a DJ Session da Dettona.

Food bike que marcou presença no primeiro dia de programação do Nu Festival. Foto: Henrique Madeira

 

E a produção não para…

Mesmo com a programação rolando na sede do Nubank, os artistas continuaram pintando seus murais. Fernando Chamarelli aproveitou a manhã para terminar de traçar e começar a preencher com cor seu mosaico gigante. E Criola terminou de fazer os rostos e partiu para o restante das formas que compõem o mural.

E o almoço de hoje (e o de todos os dias dos fins de semana!) foi do Nou, um dos nossos vizinhos de bairro que fica na Ferreira de Araújo, 419. Com certeza a tarde foi mais feliz depois dessa refeição incrível.

Processo do mural de Fernando Chamarelli. Foto: Henrique Madeira
Processo do mural de Criola. Foto: Henrique Madeira